Sem açúcar, com afeto
Quantas vezes presentei com chocolates e balas as crianças que encontrei pela vida! Só pouco antes de engravidar me dei conta de que afeto também se demonstra sem açúcar. Vale sorriso, carinho, apertão, careta, brincadeira...
Hoje fomos jantar com o Lucas e um funcionário do restaurante, super gentil, disse que tinham uma torta de chocolate que o bebê adoraria. "E tem refrigerante pra ele também", tentou agradar. Não consegui disfarçar o espanto ao exclamar que ele tem oito meses e meio. "Meu netinho tem seis meses e adora um doce", ele arrematou.
Não tive como não relacionar com
a notícia que a Mariel me mandou essa semana: segundo estudo da Unifesp, 31% dos pais oferecem açúcar para o filho antes dos três meses de vida, 20% dos bebês já provou refrigerante antes dos nove meses, e quase 60% já tem a bebida incluída no cardápio antes de um ano de idade.
Além do consenso entre especialistas de que até os seis meses as crianças devem ser alimentadas EXCLUSIVAMENTE com leite materno, é
notícia velha os malefícios do açúcar industrializado para os pequenos. Além das cáries e do risco de obesidade e anemia, já que o excesso de calorias está longe de garantir uma dieta nutritiva,o açúcar provoca um aumento de adrenalina que pode gerar falta de concentração, ansiedade e excitação. Alguns pesquisadores observaram traços de hiperatividade, irritabilidade e agressividade em crianças tranquilas depois do consumo de doces.
E apesar de saber que um dia meu filho vai tomar refrigerante e comer porcarias de todo tipo, não preciso adiantar esse momento. Aliás, vou atrasá-lo o quanto puder. E quando o refrigerante for liberado nas festinhas de aniversário, ao abrir a geladeira de casa ele vai encontrar água e, no máximo, suco natural. Criança não tem autonomia pra decidir sozinha o que consome. Se não vive sem doce e refrigerante é porque alguém deixa disponível pra ela...
Comentários
13/07/2009 às 15:36michel - diz:michel - diz:Meus sobrinhos tem 9 anos e mesmo em restaurantes, eles bebem basicamente matê ou quando muito, guaraná.
02/10/2009 às 16:24LÃvia Prestes - diz:Olá! Me deparei com seu blog hoje, quando estava indo atrás de fralda de pano. :)Essa questão do açúcar é tão estranha, né?! Meu filho está com 16 meses e não come chocolate, balas, refrigerantes, a gente optou por não dar. Mas tem gente que acha que fazemos errado, morrem de dó da criança! Esse mundo tá do avesso mesmo, né não?!Outro dia meu sogro quis dar bolo (de açúcar branco a gente evita ao máximo dar. Ele come os que eu faço adoçados com mascavo, mel ou melado) pro meu filho e expliquei que a gente não dava aquele tipo de coisa pra ele. Mesmo assim ele estendeu um pedaço pro neném (na minha frente, na maior cara de pau) e meu filho disse que não! :)Quando a gente educa pelo bem é pelo bem que eles vão, não importa a circunstância.BeijinhosLÃvia, mamãe do Uriel - 16 meses
02/10/2009 às 16:27LÃvia Prestes - diz:Olá! Me deparei com seu blog hoje, quando estava indo atrás de fralda de pano. :)Essa questão do açúcar é tão estranha, né?! Meu filho está com 16 meses e não come chocolate, balas, refrigerantes, a gente optou por não dar. Mas tem gente que acha que fazemos errado, morrem de dó da criança! Esse mundo tá do avesso mesmo, né não?!Outro dia meu sogro quis dar bolo (de açúcar branco a gente evita ao máximo dar. Ele come os que eu faço adoçados com mascavo, mel ou melado) pro meu filho e expliquei que a gente não dava aquele tipo de coisa pra ele. Mesmo assim ele estendeu um pedaço pro neném (na minha frente, na maior cara de pau) e meu filho disse que não! :)Quando a gente educa pelo bem é pelo bem que eles vão, não importa a circunstância.BeijinhosLÃvia, mamãe do Uriel - 16 meses