Enxoval do bebê
É tudo lindo e parece absolutamente indispensável para pais e mães de primeira viagem. Listas imensas de tudo o que bebê precisa assim que sai da barriga. E lojas com mimos surpreendentes e, muitas vezes, carésimos. Até para quem não é consumista, ou que, como eu, tenta não ser, é muito difícil se controlar.
Fiz uma lista baseada nas várias que encontrei pela rede e em dicas de amigas mães. Rodei minha lista por algumas delas aliás, pedindo para marcarem as inutilidades e acrescentarem o que estivesse faltando. Tentei não perder de vista o
consumo consciente e pra isso criei uma planilha eletrônica. Sim, uma planilha. Muita gente tirou o maior sarro, mas escrevi tudo o que precisava e ia mudando a cor assim que ganhava o ítem de alguém. Deixei pra comprar o que faltava mais pro final da gravidez, mas mesmo assim, ganhei muitas coisas repetidas quando o Lucas nasceu. Muitas! Se soubesse, teria comprado ítens suficientes para a primeira semana e depois garimparia o que faltasse.
Ah, um detalhe importante, no primeiro mês o Lucas praticamente não usou roupa alguma. Era pequeno pro RN e optamos por fazer charutinhos de flanela. Enrolá-lo num cueirinho, sabe? Sem roupa mesmo. Se seu bebê nascer grandão, é provável que você nem passe pelo RN. Mais um motivo pra comprar com moderação.
Sugiro, com base no que usei:
- 5 pedaços de flanela/ cueiros (de 1m x 1 m) pro charuto e pra enxugar o bebê depois do banho (só começamos a utilizar toalhas depois do primeiro mês, com a pele mais grossinha);
- 2 toalhas ou toalhas-fraldas;
- 6 fraldinhas de boca;
- 2 sacos de dormir pra bebês ou mantas quentinhas;
- 5 pares de meias (se algumas forem bem quentinhas, dispensam sapatinhos de lã)
- 5 pagãozinhos (foi muito útil quando o Lucas já libertava os bracinhos mas as pernas ainda ficavam no charuto);
- 5 mijões;
- 3 casaquinhos de lã;
- nada de gorrinhos (se o bebê estiver exposto ao vento e o gorro cair, o impacto é muito pior do que se não usasse nada);
- bonezinho ou chapéu pra proteger do sol;
- nada de luvinhas
- 3 macacões de manga longa de tecido leve;
- 5 macacões mais quentinhos;
- 3 bodies de manga curta;
- 3 bodies de manga longa;
- 3 camisetas de manga curta e 3 de manga longa (a partir do M, não usei quando ele era muito novinho);
- 3 macacões banho de sol (também a partir do M);
- cortador de unha;
- limpador nasal;
- cotonetes;
- algodão ou retalhos de algodão pra limpar o bumbum com água quente;
- garrafa térmica pra conservar a água pra limpeza se você não tiver torneira de água quente;
- maisena pra evitar assaduras no bumbum e nas dobrinhas (só uso quando está vermelhinho);
- uma pomada de calêndula contra assadura (pra ser usada se a maisena não tirar o vermelhinho);
- fraldas de pano (em maior quantia se você dispensar ou evitar as descartáveis)
- fraldas descartáveis (pra sair e pra dias tristes ou muito corridos, no meu caso);
- sabonete liquido neutro (por capricho porque nunca usei por necessidade. Aliás, só usei do 2o ao 3o mês. Água corrente é uma beleza contra cocô);
- sabão de coco pra lavar roupas e fraldas;
- termômetro;
- óleo 100% vegetal para massagens (só depois de 1 mês). Recomendo o de amêndoas, semente de uva ou gérme de trigo);
- pente/ escovinha;
- balde de 15 litros para dar banho;
- forro para trocador (que usei em qualquer lugar da casa até aprender a trocar fralda sem fazer sujeira);
- 3 jogos de lençol;
- 1 edredon;
- 1 cobertor;
- nada de mala ou bolsa do bebê. Minhas bolsas são grandes e mais bonitas ;)
- não comprar berço. Isso porque optamos pela
cama compartilhada, que explico melhor em outro post. E mesmo que o Lucas dormisse mais no quarto dele, um edredon no chão seria mais seguro;
- mesmo que quiser o berço, acho aqueles kits bem dispensáveis;
- nada de travesseiros (apesar de o Sergio a-d-o-r-a-r deitar o Lucas num travesseirinho);
- cadeirinha pro carro (pra quem tiver carro, claro). A do Lucas serve também como bebê conforto;
- bebê-conforto ou cadeirinha apropriada pra bebês pequenos. O
bumbo é sensacional pra quem já segura a cabecinha;
- edredon ou futonzinho que pode ir pra qualquer canto;
-
carregadores de bebês (pra mim são úteis os slings de argola e de velcro e os fast-wraps);
- carrinho não foi indispensável até hoje, aos 5 meses. Deixaria pra depois, se visse necessidade;
- com nossa amamentação exclusiva, nada de chupeta ou mamadeira que pudessem atrapalhar. Um copinho de vidro ou xícara de café resolveriam o consumo de leite estocado;
- em pratos, copos e talheres dá pra pensar no 6o mês;
- brinquedinhos e mordedores, compre a partir do 3o mês se você não tiver ganhado o suficiente;
- livros;
- CDs;
- poltrona e almofada de amamentação foram úteis em poucos momentos. Pra quem amamenta deitada durante a noite, por exemplo, e tem uma boa poltrona na sala, não vale o investimento;
- dos ítens mais caros, não me arrependo do aquecedor a óleo. Em dias frios foi ótimo pra trocas de fraldas e banhos.
Sei que a lista gera outros posts, mas esqueci de alguma coisa? Exagerei em outras?
Vale lembrar que você não precisa, necessariamente, gastar uma fortuna pra preparar a chegada do baby. Há ótimos brechós de roupas, móveis e acessórios infantis por aí. Em São Paulo, compro no
Era Uma Vez Outra Vez, mas já ouvi falarem bem do
Repeteco, do
Carambola, do
Bolota e do
Xereta. A lista
FreeCycle é bem bacana também.
Vale o alerta pra evitar comprar produtos baratos e nada legais. É quase impossível fugir dos "made in china". Marcas muito fortes de acessórios pra bebês compram produtos do país que explora mão de obra barata e até trabalho infantil. Mas se puder, invista no artesanal. Com certeza você vai ganhar muitos industrializados.
Comentários
20/03/2009 às 00:00Mara - diz:Muito legal o post pois me fez lembrar do enxoval da Bia...Nooossa!!!acho que só ñ fui mais consumista pq ñ tinha como financeiramente, com a experiencia que tenho hj claro seria tudo muito diferente e achei maravilhoso o que vc colocou principalmente por ser o primeiro filho, sempre achamos que tudo é indispensavel e tudo é tão lindo e que acabamos caindo no pecado do consumismo...Mas engraçado que nessa de reutilizar era muito a praia do Marcelo, e foi o que aconteceu com o berço a comoda para as roupinhas e muitas coisas ela ganhou...Bem Bianca o que posso dizer do seu post, como sempre é que é muito consciente e seria muito legal que todos tivessem esse tipo de pensamento mesmo tendo como comprar de tudo, e tudo novo e lindo...Concerteza a palavra é reutilizar ,principalmente pq nos primeiros meses eles perdem tudo muito rápido, e achei maravilhosa as dicas...Parabéns!!!Se cuida.Bjs!
23/03/2009 às 00:00Mariel - diz:Ótimas dicas, importante lembrar do consumo consciente. É realmente difÃcil se controlar! Eu nem tenho bebê, e mesmo assim a-do-ro comprar roupinhas e sapatinhos!Agora, me ajuda com um negócio: o que é mijãozinho, o que é pagãozinho, que diacho é um cueiro? Macacão é aquela roupinha que veste o bebê todo, com pezinho e tudo? (Se for, no sul chama "tip-top", sabia? E já ouvi chamar de um outro jeito ainda, que não tô lembrando agora.)Em que consiste um "forro de trocador"? É de pano, é de papel, é descartável? Gente, não olhem assim! Mãe de primeira viagem pode estar por fora do jargão! :)"Edredon ou futonzinho pra ir pra qualquer canto" serve pra quê? Tá, pra ir pra qualquer canto, mas o bebê usa como?E mais a última: quantas fraldas de pano você concluiu que são necessárias, afinal?Hehehe, desculpem, eu sou curiosa "até o fim!".Aproveito pra deixar o link do documentário "A História das Coisas", sobre produção e consumo: http://tinyurl.com/dys9ro
25/03/2009 às 00:00Mara - diz:Oi Bianca como vc e o Lucas estão???Bem hoje estou escrevendo pra cobrar,onde estão seus posts???Sempre entro no blog na esperança de ter um novo post...enfim fica aqui, vamos dizer assim MEU PEDIDO POR UM NOVO POST...Beijos!
30/03/2009 às 00:00Bianca - diz:Mara, desculpe! Com muita dificuldade tenho mantido a média de um post por semana. Bebezinho não é mole... Como disse em alguns posts, voltei a trabalhar e estou exausta na nova rotina. Mas prometo me esforçar pra publicar com mais frequência!Mariel, vamos em tópicos:- mijãozinho é calça com pezinho;- pagaozinho é aquele conjunto de regata aberta atrás com casaquinho aberto na frente, pra recém nascido;- cueiro é um pedaço de pano pra enrolar o bebê, muito conhecido antigamente;- foi mal o "forro pra trocador", quis dizer trocador mesmo, de pano com plástico impermeável, que dê pra usar em qualquer lugar, não s'no trocador fixo que algumas pessoas têm;- edredon é pra colocar no chão mesmo. Melhor que qualquer superfície alta, como berço desmontael, sofá ou cama, é a criancá deitar no chão macio e quetinho, sem risco de cair; - pra você ter um boa margem de troca, recomendo 50 fraldas de pano brancas.Muito, muito bacana o vídeo!E pode perguntar quanto quiser :)
30/03/2009 às 00:00Mariel - diz:ôba, obrigada pelas respostas! Aposto que este post vai acabar sendo usado como referência, já que essas definições não se encontram facilmente por aí! A não ser no bom e velho pai-dos-burros (como ficaria isso na nova regra ortográfica?!).Beijos agradecidos! =)
02/04/2009 às 03:18Bianca - diz:Quem dera, Mariel! Sempre que precisar e eu puder ajudar... beijos
23/04/2009 às 21:54Dani - diz:Posso deixar umas dicas? Acho que o consumo em volta do bebê é enorme; nunca quis mil coisas para o meu, mas apesar de comprar o mínimo, ele ganhou muuuuita coisa. Isso porque não fiz chá de bebê. AS pessoas queriam demonstrar o carinho por ele e sempre vinham com um presentinho. Por isso, comprei pouquíssima coisa. O conselho é: esperem para ver o que o bebê ganha durante a gravidez, comprem só o mínimo para passar o primeiro mês. DEpois disso, sabendo o tamanho da criança e conferme surjam as necessidades, aí comprem. Outra coisa, ganhei sacolas enormes de roupas usadas, de amigas que tinham filhos maiores. Isso foi bárbaro!!! Elas ficavam contentes em dar e eu de receber - e vem aquela sensação de reciclar. Aí depois doei tudo outra vez. Agora acho que as roupinhas estão na sexta criança já! Por isso, criem uma rede de trocas de roupas! Ah! também trocava muita roupa que ele ganhava e não servia, ia na loja e tudo; morro de dó de perder roupa! Essas listas de enxoval de loja estão cheias de bobagens - claro, para a gente consumir! Conversem com outras mulheres que já tiveram filho antes de comprar! O que eu não compraria antes do nascimento: carrinho; aquelas banheiras enormes; os protetores de berço (compre dos mais baratinhos que causam o mesmo efeito)... Móbile eu fiz de papel mesmo (origamis), ficou ótimo! Abraços!
23/04/2009 às 22:00Dani - diz:Dani - diz:Ah! COncordo contigo: não comprem malas de bebê! Amelhor coisa é uma boa mochila comum - de gente grande, pois ela fica firme nas costas (deixa as mão livres e não fica escorregando do ombro) e tem vários compartimentos (e outra, o pai não fica ridículo quando é ele quem leva, né?). Outra dica para quem não quer consumir aqueles lencinhos umedecidos: eu peguei uns cueiros velhos e cortei em pequenos retângulos e guardo numa caixinha. É só molhar uma ponta, limpar e secar o bumbum com a outra. Depois lavar os paninhos, claro! É melhor que algodão, pois é durável! Espero ter ajudado! Abraços!
20/05/2009 às 17:05Carina mãe da Rafaela - diz:Adoreiestou gravida de 7 meses e pensando que "faltava"muita coisaroupinhas e detalhes "inuteis"Mas fiz boas trocas tb pois o berço troquei num brique por um sofa antigo que eu tinha tem a comoda pra por as roupinhas e tudo.Ganhei o kit de berço da dinda da Rafa e varias coisinhas da minha mae (vó curuja ne)...Agora estou anciosa pra chegada da rafaela!