Lixograma
07/08/2009 às 19:49
Segurando as pontas - Parte II

Como havíamos dito no post Segurando as Pontas, publicado  no último mês de maio aqui no lixograma, a lei que começou a vigorar hoje em São Paulo e que proíbe o fumo em locais fechados levou as bitucas pra rua.

Esse, que é um problema enfrentado por muitas cidades do mundo e que já toma conta da paisagem paulistana, ficou pior em conseqüência da lei.

Zé e eu fomos hoje cedo para a Av. Paulista, para ver de perto os reflexos da nova lei na paisagem urbana.

Conversamos com faxineiros, donos de bancas, transeuntes, fumantes e não fumantes, assistimos o trânsito de pessoas nas calçadas e constatamos que a situação realmente piorou. Todos percebem isso e a principal justificativa dos fumantes é a falta de lugar apropriado para jogar as bitucas, além do mau cheiro que faz com que seja complicado guardar as pontas de cigarro.

Ontem, em frente ao Bristol, uma lixeira pegou fogo por causa de uma bituca que foi parar lá acesa.

As pessoas que já perdiam tempo varrendo as calçadas tiveram o trabalho, pelo menos redobrado e os custos disso vão com certeza recair nos gastos públicos.

Gravamos umas imagens e em breve você assiste aqui nesse blog o resultado da visita.

Até mais,

Erich Burger




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Lixograma

Por Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
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