Lixograma
11/09/2009 às 18:27
Do LCD à UTI


Esse é um daqueles casos que não sei dizer quem nasceu primeiro. Calma, nao é mais uma vez aquela história do ovo e da galinha, etc... Mas, depois que descobri o que os pesquisadores do York Green Chemistry Centre of Excellence estão estudando, essa pergunta me veio direto a mente. O que veio primeiro, uma necessidade de reciclagem ou de medicina?
 
Pra você entender o que está acontecendo, é simples. Imagine que cerca de 2.5 bilhões de monitores de LCD estão chegando ao fim de sua vida útil e que todos os anos o consumo desse tipo de equipamento aumenta nos escritórios e nas residências devido o barateamento da tecnologia. Ou seja, daqui a pouco teremos um mar de equipamentos LCD para destinar.
 
Por outro lado, a indústria farmaceutica usa um material chamado Acetato de Polivinila (PVAc), um polímero sintético que é encontrado na fabricação dos equipamentos de LCD. Os pesquisadores descobriram que é possível recuperar o material através de processos de lavagem em água aquecida e etanol, produzindo o PVA Expandido que, por sua vez, pode ser colocado em comprimidos ou curativos, ajudando tecidos e partes do corpo a se regenerar.
 
A solução adotada comumente para esse tipo de material é enviá-lo a aterros industriais ou incineradores. Entretanto, apesar do PVAc não ser um composto que traz grande risco ambiental, não faz o menor sentido desperdiçá-lo pois é derivado de recursos não renováveis.
 
O estudo entrou na fase de testes esse ano e logo será possível utilizar na prática esse processo. Já imaginou quantas vidas essa telinha na sua frente pode ajudar?

Alexandre Almeida
 




Comentários

05/10/2009 às 21:48
tecido@gmail.com - diz:
Muito legal, esses pesquisadores são nota 10!



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Lixograma

Por Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
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