Lixograma
09/10/2009 às 15:02
Acelerando o processo

Dia desses lí os resultados de um relatório do Washington Post. O resultado da pesquisa que originou o relatório é positivo e deixa os ambientalista com um leve sorriso no rosto. O que foi apontado é que o consumo de água engarrafada diminuiu nos Estados Unidos. Pouco, mas diminuiu, levando o consumo per capita de 110 litros para 107,8 litros.

Uma prova disso é a queda no faturamento do maior vendedor de água engarrafada do país, a Nestlé, que teve uma redução de 2,7% em suas vendas nos primeiros 6 meses do ano.

Dizem que essa mudança advém da crise econômica que afetou todo o mundo, levando muitos consumidores a repensarem suas atitudes. Na europa, por exemplo, está diminuindo a prática, ainda existente em algumas regiões, de utilizar água engarrafada para cozinhar (um hábito adquirido pela pouca agilidade dos governos locais em estabilizar os padrões de qualidade da água encanada após a segunda grande guerra).

Há também quem aposte que nas maciças campanhas de conscientização, divulgadas em todo o mundo, estão pouco a pouco surtindo seu efeito esperado.

Mas esses resultados aparecem muito lentamente quando dependemos das mudanças de hábitos através da consciêntização ou problemas econômicos. Por isso recebi com bons olhos, apesar de não aplaudir radicalismo, as decisões de duas cidades, uma americana e outra australiana, que podem acelerar esse processo moroso da redução do consumo de água engarrafada.

A primeira delas, a cidade estado-unidense do estado de Maryland, Takoma Park, foi uma das primeiras cidades na região a proibir a compra de água engarrafada para escritórios do governo e eventos. Achei plausível pois afeta todos os níveis do governo, fazendo com que políticos de todos os setores entrem em contato com a realidade climática do planeta.


Um pouco de radicalismo

A segunda é a cidade australiana Bundanoon, distante 160km ao sul de Sydney. Lá proibiram de vez a venda de água engarrafada. Embora a decisão tenha um fundinho político - uma forma de protestar contra uma empresa de engarrafamento de água - é impossível não notar os benefícios ambientais que a proibição traz.
Em contrapartida, os moradores da cidade podem encher garrafinhas reutilizáveis gratuitamente em bebedouros públicos ou pagar uma pequena taxa para preenchê-los com água filtrada em lojas da cidade.

Bom, eu sou partidário das decisões nem tão ao céu, nem tão à terra. Explico. Não precisa proibir totalmente a venda das garrafinhas, convenhamos que há momentos de total necessidade. Estar com sede no trânsito caótico da cidade de São Paulo, onde as vezes leva mais de 2 horas pra chegar ao seu destino, uma loja de conveniência com garrafa de água é, praticamente, uma benção. Porém, sou totalmente a favor de banir a venda de garrafinhas em quantidade nos supermercados. Assim a gente evita atitudes como a aquela que já contei aqui: Um conhecido meu que comprou um pack de 24 garrafinhas para o frigobar do seu quarto. Segundo ele é mais fácil do que ir até a cozinha no meio da noite. E é, né?  Mas assim a gente não muda nada.

Alexandre Almeida





Comentários

09/10/2009 às 18:28
Natalia Monteiro - diz:
Muito bacana o Blog de vocês! Aqui em casa fazemos algumas coisas como lavar e separar o lixo reciclável (agora também vou comprimí-lo!), guardar algumas coisas num "sucatário" (para posterior reutilização), uma bombona para captação de água da chuva (pra molhar as plantas) e uma composteira caseira com minhocas.Parabéns e continuem com o bom trabalho!



Deixe aqui seu comentário:
Preencha os campos abaixo para deixar seu comentário no blog.

Seu nome:

Seu e-mail:




Lixograma

Por Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
Posts anteriores
06/11/2009
• Meio elástico
11/09/2009
• Do LCD à UTI
26/06/2009
• Não jogue fora
12/06/2009
• Engarrafamento
05/06/2009
• Não cabe mais!
02/05/2009
• Recicle ou mude
10/04/2009
• Da lama ao caos



Mapa do Site | Quem Somos | Política de Privacidade | Fale Conosco | RSS | Faça do Planeta Sustentável sua home page | Adicionar aos Favoritos
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados