Acelerando o processo
Dia desses lí os resultados de um relatório do Washington Post. O
resultado da pesquisa que originou o relatório é positivo e deixa os
ambientalista com um leve sorriso no rosto. O que foi apontado é que o
consumo de água engarrafada diminuiu nos Estados Unidos. Pouco, mas
diminuiu, levando o consumo
per capita de 110 litros para 107,8 litros.
Uma
prova disso é a queda no faturamento do maior vendedor de água
engarrafada do país, a Nestlé, que teve uma redução de 2,7% em suas
vendas nos primeiros 6 meses do ano.
Dizem que essa mudança
advém da crise econômica que afetou todo o mundo, levando muitos
consumidores a repensarem suas atitudes. Na europa, por exemplo, está
diminuindo a prática, ainda existente em algumas regiões, de utilizar
água engarrafada para cozinhar (um hábito adquirido pela pouca
agilidade dos governos locais em estabilizar os padrões de qualidade da
água encanada após a segunda grande guerra).
Há também quem
aposte que nas maciças campanhas de conscientização, divulgadas em todo
o mundo, estão pouco a pouco surtindo seu efeito esperado.
Mas
esses resultados aparecem muito lentamente quando dependemos das
mudanças de hábitos através da consciêntização ou problemas econômicos.
Por isso recebi com bons olhos, apesar de não aplaudir radicalismo, as
decisões de duas cidades, uma americana e outra australiana, que podem
acelerar esse processo moroso da redução do consumo de água engarrafada.
A
primeira delas, a cidade estado-unidense do estado de Maryland, Takoma
Park, foi uma das primeiras cidades na região a proibir a compra de
água engarrafada para escritórios do governo e eventos. Achei plausível
pois afeta todos os níveis do governo, fazendo com que políticos de
todos os setores entrem em contato com a realidade climática do planeta.
Um pouco de radicalismoA
segunda é a cidade australiana Bundanoon, distante 160km ao sul de
Sydney. Lá proibiram de vez a venda de água engarrafada. Embora a
decisão tenha um fundinho político - uma forma de protestar contra uma
empresa de engarrafamento de água - é impossível não notar os
benefícios ambientais que a proibição traz.
Em contrapartida, os
moradores da cidade podem encher garrafinhas reutilizáveis
gratuitamente em bebedouros públicos ou pagar uma pequena taxa para
preenchê-los com água filtrada em lojas da cidade.
Bom, eu sou
partidário das decisões nem tão ao céu, nem tão à terra. Explico. Não
precisa proibir totalmente a venda das garrafinhas, convenhamos que há
momentos de total necessidade. Estar com sede no trânsito caótico da
cidade de São Paulo, onde as vezes leva mais de 2 horas pra chegar ao
seu destino, uma loja de conveniência com garrafa de água é,
praticamente, uma benção. Porém, sou totalmente a favor de banir a
venda de garrafinhas em quantidade nos supermercados. Assim a gente
evita atitudes como a aquela que já contei aqui: Um conhecido meu que
comprou um pack de 24 garrafinhas para o frigobar do seu quarto.
Segundo ele é mais fácil do que ir até a cozinha no meio da noite. E é,
né? Mas assim a gente não muda nada.
Alexandre Almeida
Comentários
09/10/2009 às 18:28Natalia Monteiro - diz:Muito bacana o Blog de vocês! Aqui em casa fazemos algumas coisas como lavar e separar o lixo reciclável (agora também vou comprimí-lo!), guardar algumas coisas num "sucatário" (para posterior reutilização), uma bombona para captação de água da chuva (pra molhar as plantas) e uma composteira caseira com minhocas.Parabéns e continuem com o bom trabalho!