Engarrafamento

Na semana passada falamos do problema causado pelo volume de lixo gerado todos os dias e da importância da reciclagem para ajudar a combater essa situacão. Entretanto, reciclar ainda não é uma realidade para muitas pessoas e para uma enorme quantidade de materiais que não são interessantes para a indústria.
Nesses casos, muitos resíduos sólidos como aqueles papéis de bala, pacote de salgadinho ou bolacha, ficam sem saída nas cooperativas de reciclagem.
O Daniel Arenas e o Daniel Beato, dois amigos de São Paulo que fazem parte da Associação Artesanal Arte em Pneus, começaram a engarrafar esses resíduos. Mesmo os pequenos resíduos recicláveis que de tão pequenos poderiam se perder no meio do caminho vão parar em garrafas PET.
A idéia é controlar o destino desses resíduos que em nossa cidade, muito provavelmente vão acabar no lixo. Além de ser também um teste de compactação, já que as garrafas acabam funcionando como uma espécie de prensa doméstica e isso reduz drasticamente o volume ocupado pelos resíduos.
No decorrer dessa prática vão aparecendo idéias e reflexões. Já estão testando a utilizaçãos das garrafas recheadas como blocos para construção de galpões e começando a evitar o consumo de alguns itens que se revelaram bem recorrentes no balanço final.
Se essa é uma atitude recomendável do ponto de vista das soluções ambientais ainda é cedo pra dizer mas é o ponto que chegamos quando convivemos com a realidade da reciclagem.
Enquanto a indústria e o governo não viabilizam estruturas capazes de reaproveitar e reciclar o lixo de forma eficaz, algumas atitudes louváveis vão segurando a onda do descarte excessivo de resíduos e, quem sabe um dia, fechamos um container cheio e mandamos de volta para os fabricantes.
Comentários
17/06/2009 às 02:09Read Aued Guirar - diz:Minha intuição de escultor me diz que é um produto precioso, reciclável ad infinitum. Mais ainda do que os pneus inservíveis, que agora entram na era da sua maior valia. O que não pode acontecer é soterrar nos aterros sanitários, uma matéria prima que não se encontra in natura e que, seguramente, saíria muito caro produzi-la a partir de material virgem. Ainda vou viver o bastante para ver a indústria tentar produzir essa farinha sinteticamente. E não vão conseguir.
17/06/2009 às 02:14Read Aued Guirar - diz:Minha intuição de escultor me diz que é um produto precioso, reciclável ad infinitum. Mais ainda do que os pneus inservíveis, que agora entram na era da sua maior valia. O que não pode acontecer é soterrar nos aterros sanitários, uma matéria prima que não se encontra in natura e que, seguramente, saíria muito caro produzi-la a partir de material virgem. Ainda vou viver o bastante para ver a indústria tentar produzir essa farinha sinteticamente. E não vão conseguir.
17/06/2009 às 02:22Read Aued Guirar - diz:Minha intuição de escultor me diz que é um produto precioso, reciclável ad infinitum. Mais ainda do que os pneus inservíveis, que agora entram na era da sua maior valia. O que não pode acontecer é soterrar nos aterros sanitários, uma matéria prima que não se encontra in natura e que, seguramente, saíria muito caro produzi-la a partir de material virgem. Ainda vou viver o bastante para ver a indústria tentar produzir essa farinha sinteticamente. E não vão conseguir.
17/06/2009 às 02:28Read Aued Guirar - diz:Minha intuição de escultor me diz que é um produto precioso, reciclável ad infinitum. Mais ainda do que os pneus inservíveis, que agora entram na era da sua maior valia. O que não pode acontecer é soterrar nos aterros sanitários, uma matéria prima que não se encontra in natura e que, seguramente, saíria muito caro produzi-la a partir de material virgem. Ainda vou viver o bastante para ver a indústria tentar produzir essa farinha sinteticamente. E não vão conseguir.
20/06/2009 às 17:25Carla - diz:Imprimir.