Lixograma
05/06/2009 às 19:11
Não cabe mais!


A hora é agora minha gente. O lixo já ocupa mais espaço no planeta do que seria tolerável. A varinha mágica da fada madrinha não está mais funcionando, o lixo que antes sumia com o simples ato de colocarmos em sacos pretos mágicos agora está subindo e logo chegará aos nossos narizes.
 
Isso tudo porque a sociedade se desenvolveu sobre um modelo de sepultamento do lixo. A solução até hoje adotada em nosso país é enterrar o lixo. A isso damos o nome de aterro que, apesar de sombrio, é ainda melhor que a solução anterior denominada lixão. Neste segundo a coisa é ainda mais bizarra. O lixo é simplesmente depositado em áreas a céu aberto sem o menor cuidado com efluentes. O chorume que escorre do lixo após o início da fermentação infiltra no solo, contaminando a ele e também ao lençol freático.
 
Resumindo: a coisa, apesar de ter evoluído do modelo bizarro dos lixões para o modelo dos aterros, ainda cheira mal.
 
Estes lobos em pele de cordeiros são lobos. A solução passa longe de ser algo bom para a sociedade e para a natureza. Vamos ter que disputar lugar com o lixo que geramos. Você já assistiu ao filme Wall-e? Então, o início do filme traça o panorama do nosso futuro.

Os aterros são projetados de forma a conter o vazamento do chorume e em alguns casos, por motivos econômicos, já existe a captação dos gases poluentes, como o metano (CH4) - vinte e uma vezes mais poluente que o Dióxido de Carbono (CO2), proveniente da decomposição da matéria orgânica - um dos responsáveis pelo aquecimento global. Mas continuam a ser uma grande área inutilizada pelo enorme volume de lixo. Lixo esse que, como já foi dito aqui, poderia ser matéria-prima para a indústria. Perde-se tudo, espaço, dinheiro, recursos naturais, saúde, etc.

A todo instante recebemos notícias e contato de prefeituras e outros órgãos com o mesmo problema: O aterro lotou! A solução? Tem sido criar mais um aterro e ir depositando o lixo até lotar outra vez. Aterro, lixão, transbordo, incineração... Pesquise essas palavras e tire suas próprias conclusões.





Comentários

09/06/2009 às 18:22
Guilherme - diz:
não jogue nada fora! não existe fora!eai, vai reciclar ou vai enterrar...?

09/06/2009 às 18:26
Ana Beall - diz:
"sepultamento do lixo" foi ótima!

09/06/2009 às 22:17
Read Aued Guirar - diz:
Aterro sanitário é depositar a poucos metros da superfície o que todos pensam que é "lixo". É lançar para debaixo do tapete que cobre o chão que Deus pisa. E quando vai para o aterro sanitário vira lixo mesmo. Mas o único lixo que realmente existe é a preguiça, a covardia e a burrice dos políticos e governantes em instituir, de uma vez por todas, a logística reversa.Desde que o mundo é mundo, o homem só sujou a Terra. Nunca se fez uma faxina no planeta. Tá na hora de se fazer um mutirão universal para a faxina da Terra. Se a dona de casa não limpa a casa, o marido diz que ela é uma porca. Se o Homem não limpa o planeta, ele é o que?Deus caminha sobre a Terra só tirando uma linha dos que não O respeitam e sujam o ar, a água e o solo por onde Ele passa.É simples assim.

09/06/2009 às 22:22
Read Aued Guirar - diz:
A hora é agora! Coleta seletiva e reciclagem obrigatória em todos os níveis, JÁ! A SABESP vai na contramão da História mas nós, NÃO! A SABESP é contra a reciclagem. Ela quer material para aterrar e viabilizar aterro$ $anitário$ até 2040. Coleta seletiva e reciclagem obrigatórias apavoram os executivos e os legislativos porque eles têm medo das donas de casa. Acham que elas são preguiçosas e não vão querer separar os rejeitos úmidos dos secos. Desrespeitam a inteligência, a consciência e a boa vontade da mulher brasileira. Sim, porque ainda é ela quem cuida da cozinha, é ela quem abre as embalagens que compram nos supermercados e as descartam, ao invés de devolvê-las quando da próxima compra.. A dona de casa é o principal vetor para a produção de material a ser aterrado porque não há lei que a estimule, que a faça confiar que todos estão obrigados à devolução da parte não consumível dos produtos adquiridos. E a SABESP quer isso!

09/06/2009 às 22:42
Read Aued Guirar - diz:
Uma luz no fim do tunel. Tomara que não seja só um vagalume perdido na escuridão como nós. A Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo está fazendo uma consulta pública para a elaboração de um projeto de lei que institui a logística reversa de embalagens pós-consumo. www.ambiente.sp.gov.brÉ preciso exigir que a lei valha para todos os produtores e estabelecimentos comerciais, sem exceção. Eles querem que a lei seja aplicada apenas aos estabelecimentos com mais de cem funcionários. Isso é o mesmo que nada. É preciso ir lá no site e exigir a integridade da lei.A hora é agora! Reciclagem obrigatória, JÁ!

09/06/2009 às 22:48
Read Aued Guirar - diz:
A consulta pública promovida pela SMA SP vai só até o dia 22 de junho de 2009. Divulguem com urgência. É a nós que o executivo tem que atender, pessoas reais, e não às pessoas jurídicas.

18/06/2009 às 10:33
Clarissa - diz:
"Só os americanos produzem lixo a uma espantosa taxa de quase dois quilos por dia por pessoa, o que significa 600.000 toneladas por dia ou 210 milhões de toneladas por ano! Isso é quase o dobro de lixo produzido por pessoa na maioria dos outros grandes países."Quem quiser ler mais sobre aterros, é só clicar aqui: http://ambiente.hsw.uol.com.br/aterros.htm



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Lixograma

Por Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
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