Na dúvida recicle.
Centenas de tipos diferentes de materiais são usadas na indústria para produção de itens de consumo como embalagens e produtos. Nem todos esses materiais são passíveis de reciclagem por não possuírem tecnologia apropriada disponível em escala, entretanto, a preocupação ambiental é evitar que todo e qualquer resíduo sólido chegue aos aterros e lixões. E o motivo é simples, não queremos enterrar resíduos sólidos e contribuir para a formação de montanhas de lixo.
Por essa razão, sempre que aparece aquela dúvida se determinado material é reciclável ou não, a instrução é mandar para a lixeira de recicláveis. Nas cooperativas de reciclagem, mesmo os materiais que comumente são enviados para aterros por não serem recicláveis podem achar um destino mais nobre pelas mãos de artesãos ou mesmo por pequenas empresas que buscam nas cooperativas materiais para tentar elaborar novos produtos.
Um exemplo são as embalagens laminadas de salgadinhos. Essas são consideradas não recicláveis, mas por um tempo foram retiradas de algumas cooperativas de São Paulo para a fabricação de fitilhos. A operação por algum motivo não foi em frente, mas o fato desse material estar na cooperativa gerou a oportunidade.
Outra coisa legal é o fator estatístico. Como participamos de uma complexa batalha pela obrigação da logística reversa, a centralização dos resíduos nas cooperativas e o seu dimensionamento possibilitam a abordagem do problema que em outro caso seria varrido para debaixo do aterro. Assim podemos juntar containeres de um determinado material e devolver para o “dono”, o que seria mais legal ainda.
Mas se ao invés da dúvida você tiver certeza de que determinado resíduo não é reciclável e perceber que ele está sempre presente no seu dia-a-dia, chegou a hora de evoluir na batalha, é hora de VETAR. Isso mesmo, hora de exercer o poder mais impressionante que temos dentro do sistema capitalista, o poder de consumo.
Se o fabricante ainda não acordou para a questão, deixe de consumir. Depois venha aqui e torne isso público. Nós faremos isso chegar ao maior número de pessoas possível.
Comentários
22/05/2009 às 23:42Read Aued Guirar - diz:Depois que vi meu último post publicado aqui neste blog, virei fâ de carteirinha. Faço a separação do lixo há trinta anos. A primeira vez que mandei uma empregada separar os resíduos da cozinha, o marido pediu a conta porque "a mulher dele não ia mexer com lixo". Felizmente hoje tenho perto de casa uma cooperativa de reciclagem. Mas as coisas não vão bem para eles. Não há material suficiente para a reciclagem. A prefeitura de Itapecerica da Serra - SP, disponibilizou todo o equipamento da cooperativa mas não colabora efetivamente para que recebam material. É uma luta heróica pela sobrevivência. O lixão que havia ao lado fechou e a situação deles melhorou um pouco, mas ainda falta incentivo. E agora, com a SABESP ameaçando construir o aterro sanitário, os incentivos diminuirão ainda mais. Quem vencerá essa batalha, a SABESP ou os recicladores? Eu separo até cotonete usado. Tiro o algodão sujo para a compostagem e o canudo de plástico para a reciclagem. Sei que eles jogam para o aterro, mas eu faço assim mesmo. Na minha opinião, a reciclagem de resíduos domiciliares é a salvação do meio ambiente. Porque promove a consciencia em massa sobre o problema.
22/05/2009 às 23:51Read Aued Guirar - diz:Desculpem-me mas vou escrever mais um bocadinho.Meu avô tinha uma loja de tecidos. Loja grande, na Rua das Palmeiras, no centro de São Paulo. Não tinha conta em banco e nem sabia o que era cheque. Criou uma família enorme de gente super saudável.Quando eu era pequeno minha mãe me mandava comprar coisas no "empório" do japonês. Tudo vinha em saco de papel kraft. Café, pão, batata, arroz, feijão. O leite, a gente levava a garrafa vazia e trazia a cheia. Minha vizinha tinha um recipiente próprio, desses de fazenda, de dois litros. O japonês ficou rico, minha mãe morreu aos 94 e eu estou aqui. Acreditando na internet.