Lixograma
23/03/2009 às 14:27
Porque Lixograma


Foi em 2001 a primeira vez que eu, Erich, fiquei na mão por causa de uma sacolinha plástica. Estava em Stutgart, na Alemanha e, aos dez graus negativos sai na caminhada pra comprar pães. Quando chegou a minha vez no balcão, os pães me foram oferecidos e simplesmente não havia sacolas para carregá-los, nem alternativas. Lá, ou você leva uma sacola ou então carrega o pão nos braços.

Esse, para mim, foi o início do pensamento sustentável, o começo do raciocínio dos porquês.

Lá, em Stutgart, eles já cobravam vinte e cinco centavos por sacolinha plástica no mercado e pagavam por garrafas de vidro que o cliente levasse para reciclar.

Em 2005, passei um ano viajando pela Ásia e, quando parei na Austrália, assisti a uma enxurrada de ações pelo meio ambiente. Vi que as pessoas lá estavam incentivando todas as ações que pudessem colaborar para uma cidade mais limpa, menos poluída e mais ativista. Era claro o esforço em dividir a responsabilidade, em mostrar que cada um tinha realmente que fazer um pouco ou muito, mas tinha que se mexer.

De volta ao Brasil, encontrei o Alexandre, antigo parceiro de comunicação, que também já se ligava nas questões ambientais. Ele já não curtia mais ser publicitário e contribuir com o emporcalhamento do mundo com suas campanhas.

Após um almoço na Avenida Paulista, em São Paulo, vimos uma garota apoiar o cotovelo sobre uma lixeira e lançar sobre o asfalto uma bolinha de papel. Então, vimos que faltava tudo: orientação, comunicação, educação, lixeiras, enfim, tudo. Queríamos saber, então, para onde ia o lixo produzido na cidade.

Passamos a pesquisar o tema na cidade. Em uma de nossas andanças, visitamos o aterro Bandeirantes, em Perus, que durante quase 30 anos recebeu o lixo de apenas uma parte de São Paulo. O local está superlotado, não há mais espaço para nada, está entupido de lixo até a boca. Lixo de verdade, daquele que só dá pra chamar de lixo mesmo, tudo misturado, uma gororoba sem critério. Agora, o lixo de São Paulo já está indo para outro aterro, até que este também superlote.

Em um holograma, a parte representa o todo e o nosso lixo é parte de cada um de nós, ele representa o que somos. O que produzimos e o que fazemos com ele, espelham exatamente um pouco de nós, do respeito com o próximo, com os animais, com o planeta. Daí nasceu o nome deste blog – LIXOGRAMA – no qual discutiremos problemas, soluções e idéias sobre o tema.

Esperamos contar com você por aqui, com sua inquietação, revoltas e questionamentos

É isso que fará deste um espaço rico e proveitoso para todos. Até!






Comentários

01/04/2009 às 10:23
Edivaldo Bispo Martins - diz:
Bom dia!Muito bom, mais um meio de difusão e troca de idéias. Farei um comentário sobre uma informação divulgada neste site na página "O manual da reciclagem". Lá está indicando que não é necessário amassar embalagens de alumínio e PET, por não fazerem parte da recilcagem.É preciso saber que no processo produtvo da reciclagem a logística de transporte deve ser bem executada para que não inviabilize a cadeia de recicláveis. A autora Mônica Weinberg, desconsiderou a compactação desrtes materiais para otimizar o transporte.Grato.

01/04/2009 às 11:08
Edivaldo Bispo Martins - diz:
Bom dia!Para refletir; Durante nossas compras em supermercados encontramos tudo bem acondicionados em seus devidos lugares. Momentaneamente amontoamos as sacolas com as compras no carro. Ao chegarmos em casa estas compras tem destino certo para serem guardadas. Quando consumimos estas compras jogamos nossas sobras em um único recipiente, ou seja, quem se importa com coleta seletiva segrega os reciclaveis. Vai aqui meu pensamento: "O CONCEITO NÃO É SEPARAR E SIM NÃO MISTURAR". (SECO E ÜMIDO).Até mais.

17/04/2009 às 17:44
Engº Agrº Celio Luís Franco de Almeida - diz:
Oi pessoal, tudo bem?A minha primeira sugestão é de deixar de utilizar o termo não reciclável por rejeitos, utilizando o mesmo monograma.Abraços,Celio(presidente da APROMA - Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Mojiguaçu/SP.



Deixe aqui seu comentário:
Preencha os campos abaixo para deixar seu comentário no blog.

Seu nome:

Seu e-mail:




Lixograma

Por Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
Posts anteriores
06/11/2009
• Meio elástico
11/09/2009
• Do LCD à UTI
26/06/2009
• Não jogue fora
12/06/2009
• Engarrafamento
05/06/2009
• Não cabe mais!
02/05/2009
• Recicle ou mude
10/04/2009
• Da lama ao caos



Mapa do Site | Quem Somos | Política de Privacidade | Fale Conosco | RSS | Faça do Planeta Sustentável sua home page | Adicionar aos Favoritos
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados