Lixograma
27/11/2009 às 20:59

Em 10/04 o Alexandre postou "Da Lama ao Caos" (link no final desse post para não interromper a leitura) sobre as condições de trabalho na Cooper Viva Bem, cooperativa de reciclagem ativa, de bons trabalhadores, situada na Vila Leopoldina num interessante, mas desestruturado espaço de trabalho.

Naquele post, que aconteceu depois de uma visita pós-chuva à cooperativa, falávamos da situação precária das instalações que não oferecem nem qualidade nem produtividade aos nobres trabalhadores.

Desde então, o projeto de um parque, se não estou errado, pressionou a saída da Cooper Viva Bem desse local. Hoje a Teresa, líder da cooperativa, me disse que conseguiram encontrar uma casa nova, estão de mudança. A prefeitura arrumou outro lugar para as atividades do grupo.

A Cooper Viva Bem está sendo empurrada para o canto. Não que eu seja contra a criação de um parque, aliás, que criem mil, estamos carentes de parques. O que eu acho importante é passar a atividade de organizações como essa para o primeiro plano, entender o caráter fundamental dos serviços e apoiar o desenvolvimento. Já é a segunda mudança sem foco em benefícios para o serviço de que dependemos tanto e temos tão pouco.

A partir do dia 05 de dezembro começam as mudanças. Achei uma boa idéia fazer mais um episódio do videocast na nova sede e ver como estão as coisas por ali. Vai ser interessante para que vocês conheçam “de perto”.

Virá dentro da série de videos que vão tratar da interdependencia da reciclagem domiciliar, a mais interessante e complexa de todas. Resultado da conexão de umas vontades nossas (Recicleiros e Blues Filmes) com comentarios como o da Suzana Leite.

Per isso mereceu uma série que está no forno.

Falamos em breve.

Erich Burger
@recicleiros

Leia Da lama ao caos.


20/11/2009 às 13:59

É verdade o que o título acima diz. Além de ser moda por fazer parte do nosso cotidiano, também vai aparecer cada vez mais nas passarelas do mundo fashion. Já vimos que o primeiro grande passo foi dado com a utilização de garrafas pet na confecção de malhas, adotadas por diversos estilistas famosos em suas criações.

Agora as coisas estão indo além, os designers e estilistas estão se superando. Descobri uma marca de jóias chamada SuLusso que utiliza metais reciclados, diamantes provenientes de zonas sem conflito (para saber um pouco mais a respeito dos problemas da extração dessa pedra, assista o filme "Diamantes de Sangue), e utilizam pedras preciosas de comércio justo. O resultado é o mesmo: Jóias magníficas. A vantagem é conseguir destinar aquele pouquinho de ouro e outros metais que se encontram principalmente no interior de processadores de computador.

Realmente é uma idéia tão brilhante quanto o ouro das jóias. Mas no que se trata de idéia, o designer Gabriel Dishaw conseguiu uma façanha. Claro que, como em tudo na moda, surgiu de modo estranho e de pouca utilidade no momento da sua criação, apenas para exercitar toda criatividade da mente que a criou. Bom, esse cara resolveu utilizar os circuitos impressos de computadores para criar um tênis. Na verdade só podemos chama-lo de tênis porque o parece. No fundo seria um pouco complicado usar o produto, a não ser que você seja o C-3PO, do filme "Jornada nas Estrelas". Parece estranhíssimo e, convenhamos, na verdade é. Mas não deixa de ser mais uma grande lição de como usar a cuca para criar produtos inovadores, reciclar  e reutilizar resíduos e, claro, salvar o planeta.

13/11/2009 às 21:35


Nesse segundo videocast aproveitei dois eventos que aconteceram em São Paulo para falar da questão do lixo. Toneladas de materiais descartáveis são consumidas pela realização de shows e nesses dois casos a preocupação com o destino de todo esse resíduo garante a reciclagem e o trabalho de muita gente.

Videocast Lixograma #2

Erich Burger


Lixograma

Por Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
Posts anteriores
06/11/2009
• Meio elástico
11/09/2009
• Do LCD à UTI
26/06/2009
• Não jogue fora
12/06/2009
• Engarrafamento
05/06/2009
• Não cabe mais!
02/05/2009
• Recicle ou mude
10/04/2009
• Da lama ao caos



Mapa do Site | Quem Somos | Política de Privacidade | Fale Conosco | RSS | Faça do Planeta Sustentável sua home page | Adicionar aos Favoritos
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados