A nova guerra do Iraque
Quando falei a uma amiga sobre a minha admiração pelos ambientalistas que atuam no Oriente Médio, ela me olhou com cara de desconfiada. “Não acho bom. Aquela região tem problemas maiores com os quais se preocupar”, retrucou.
Ela parece estar certa, à primeira vista. Com o drama da violência e da perda de vidas humanas, ativismo ambiental parece mesmo perfurmaria, ou até piada de mau gosto. Mas isso não muda o fato de que a guerra é um grande catalisador de esgotamento dos recursos naturais. Se a sobrevivência das pessoas depende desses recursos, como viverão depois que a paz retornar?
Essa é a pergunta que não quer calar no Iraque.
Uma reportagem no excelente Environmental News Network descreve a receita do desastre: a péssima gestão das fontes de água limpa em um país tão instável, combinada ao agravamento das secas desencadeadas pelas mudanças climáticas e ao abuso de hidrelétricas por parte dos vizinhos, Síria e Turquia, nos rio Tigre e Eufrates.
“Enquanto as bombas continuam a despedaçar suas cidades e vilas, o Iraque está agora à beira de uma crise ambiental que, conforme alertam especialistas e oficiais de governo, pode realizar o que décadas de conflitos não conseguiram: destruir o país”, dizem os jornalistas Phil Sands e Nizar Latif.
A nova Guerra seria aquela da água. É interessante como a situação é parecida na Terra Santa. Lá, os ativistas da
Ecopeace vem se esforçando para demonstrar que a desconfiança mútua entre israelenses, palestinos e jordanianos está levando a uma super exploração do rio Jordão, uma das poucas fontes de água limpa.
Cada lado quer sugar o máximo que pode antes que o outro o faça. E assim toda a região caminha para o colapso. Isso sem contar com a poluição causada pelos bombardeios e explosões. Instalações de petróleo, por exemplo, estão entre os alvos favoritos. E lá se vai todo o óleo para mares, rios e lençóis freáticos...
Comentários
28/09/2009 às 11:15jose de arimmateabarbosa - diz:parabe´parabens,pela sua visão antecipadado será o iraque no futuro.como irão viver os iraquianos sem esse recursos naturais?e quem são os culpados?