A rede marinasilvapresidente saltou de 2.500 apoiadores, conquistados em dois meses, para mais de 4 mil em duas semanas. E antes mesmo de haver qualquer indício de sucesso, esse pessoal já distribuía bottons e adesivos, vendia camisetas. E agora tem até música sobre o movimento, gravada em estúdio, com vários instrumentos e vozes, uma qualidade surpreendente.
E mais surpreendente é que não vou oferecer aqui outra análise. A internet já está cheia delas (algumas ótimas, as minhas favoritas são as de Miriam Leitão e Sergio Abranches).
Estou emocionada. Só tenho vontade de falar da emoção que é ver uma candidatura surgindo, não dos arremates partidários, mas de uma vontade da própria sociedade. De uma coisa que deu na gente, em muita gente. Ou vocês acham que a motivação de Marina são lindos olhos verdes do PV?
Acho deliciosamente subversivo provocar um fato novo para o qual as correntes políticas dominantes não estão preparadas. Desenvolvimento sustentável versus velho modelo de crescimento é a grande, senão a única, possibilidade de oposição programática nesta eleição, de embate de idéias, de ver alguma diferença entre projetos de País. E preparam-se: isso é muito mais do que o discurso "preservar a floresta".
A vida segue seu curso, enquanto isso eu fico aqui, comovida, cantarolando os versos da música de R. Athur: "Pessoas vão e vem/ Mas elas não vêm em vão/ MahatMarina tem/ O mundo no coração/ Tem o futuro nos olhos, a história na mente, o presente nas mãos..."