Essa foi uma briga longa, quase inglória... Estou feliz e acho que todos que participaram desse processo de alguma forma também deveria estar. Maaaaas é claro que ninguém está plenamente satisfeito. A meta de reduzir em 70% o ritmo do desmatamento na Amazônia até 2017 é alvissareira, mas faltam questões elementares, por exemplo, como vamos conquistar essa marca, quanto vai custar, quem vai pagar, quem vai executar.
Nesse momento a metas parecem mais uma jogada política para apresentar na próxima COP (Reunião das Partes da Convenção do Clima), na Polônia. Sabe-se o objetivo, mas não se decide como alcançá-lo por A + B.
Francamente, para mim, pouco importa. Uma vez estabelecidas as metas, o governo assume um telhado de vidro irrevogável diante do movimento organizado no Brasil e diante da comunidade internacional. Os meios virão a reboque, pode apostar. Muitas trapalhadas ainda estão por vir, mas a coisa caminha, finalmente, a passos largos. Não é mais possível retroceder.
No mesmo post de 27/10, eu também dizia que enquanto o debate sobre a Amazônia amadurece, o de energia ainda está muito longe do ideal. De fato, o documento final do governo estabelece um prazo de dois anos para determinar metas de redução específicas para cada setor da economia. E esse assunto é fundamentalmente uma conversa sobre energia. Muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte, e as opiniões são muito diversas. Quem viver, verá.
Aqui o Plano Nacional de Mudanças Climáticas na íntegra