Eco Balaio
13/10/2008 às 22:13
A sensatez na crise

Eu sei que já chamei de imperdível um monte de coisas recomendadas nesse blog, mas como diria uma cantora que gosto muito “dessa vez, é verdade”. O artigo de Sérgio Abranches – Da crise sairá a nova economia – é realmente imperdível. No momento em que cada um corre para salvar o seu e prepondera o comportamento de manada, sobra pouco espaço para o longo prazo.

A maioria dos analistas sequer se arrisca a desenhar prognósticos econômicos para além de 2009. É bastante corajoso aproveitar o momento para pensar o que isso significa para a construção da sustentabilidade e de uma nova economia. E é isso que faz Abranches na sua coluna, no portal O Eco.

Em resumo, o jornalista vai muito além dos primeiros desdobramentos mais óbvios: 1 – com recessão, o crescimento diminuiu, com ele as emissões de carbono e o clima sofrerá menos. 2 – Por outro lado, diversas ações perpetradas pelo mercado, sobretudo aquelas ligadas a RSA (responsabilidade socioambiental das empresas) podem perder força. Em tempos de crise, o que se encara como “perfumaria” tende a minguar.

Mas num cenário mais amplo, argumenta Abranches, os investidores também tenderão a ficar mais cautelosos. Depois de recuperado o ambiente de investimento, é inevitável atentar para o custo-carbono, cada vez mais premente, seja pela ação taxadora de governos, seja pela demanda do próprio mercado.  

“Investir em uma termelétrica, por exemplo, será investir em um negócio que pode se tornar economicamente inviável em menos de uma década. O mesmo se pode dizer da siderurgia, da petroquímica e de tantos outros setores que dominaram a indústria “moderna” no século XX”, diz Abranches. É uma aposta, claro. Mas de tão sensata, dá até pra ensaiar a velha sabedoria de que há males que vem pra bem.






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Por Carolina
Derivi

Carolina Derivi tem 25 anos e é repórter da revista Pagina 22. Durante seus "verdes anos", foi ativista pelo cerrado na Chapada dos Veadeiros (GO). Foi repórter do site Amazonia.org.br e é autora do livro-reportagem "De quem é esse rio?" sobre a polêmica acerca do complexo hidrelétrico do rio Madeira (RO). Acha que o barato do jornalismo ambiental são as boas histórias, e do desenvolvimento sustentável, as boas idéias. Aqui, discorre sobre os rumos do meio ambiente, especialmente na Amazônia brasileira.
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