O Instituto Socioambiental (ISA) apresentou para os campuseiros como a tecnologia pode ajudar em diversos aspectos ambientais. Graças às novas ferramentas, eles conseguiram mapear e cartografar de forma mais eficaz a bacia do Rio Xingu, onde há um grande desflorestamento que ameaça o rio.
Paulo Junqueira, coordenador-adjunto do programa Xingu, contou como cartografar toda a área pôde ajudar a diminuir as invasões no parque ecológico que há na região: "Os índios que moram ali conseguem agora articular ações de proteção com os vizinhos - que antes eles não sabiam que existiam -, limpar os limites do parque e fazer expedições de verificação de território, que antes era necessário um GPS".
Os índios, então, conseguem se mobilizar e organizar postos de monitoramento em toda a região. No ano passado, por exemplo, só ocorreram duas invasões isoladas provocadas por pescadores e quebra de uma barragem.
Com esses mapas prontos, eles conseguiram medir também quanto o desflorestamento cresceu. Em 1994, 2,38 milhões de hectares estavam desmatados. Em 9 anos, esse número cresceu para 5,43 milhões.
Essa maior aproximação entre os povos indígenas e os vizinhos do parque ecológico fizeram com que os índios se tornassem mais civilizados e antenados com as novas tecnologias. "Eu lembro que o Vinicius de Morais sempre ficava triste ao ver um índio em frente à televisão. Eu fico imaginando o que ele diria ao vê-lo em frente ao computador. Mas é uma necessidade e serve como registro para essas ações".
O ISA também apresentou uma ferramenta para internet sobre a preservação das águas em São Paulo. O projeto De olho nos mananciais foca na preservação das fontes de água que abastecem a maior capital brasileira. Lá, o usuário pode se cadastrar e acessar uma ferramenta interativa que mostra como estão as condições das águas em todos os distritos paulistanos.