E já foi o primeiro dia da Campus Party!
Ontem, a programação principal era a abertura, que aconteceu à noite com a participação do Ministro da Cultura, Gilberto Gil, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O robôzinho Quasi também apareceu por lá para iniciar a contagem regressiva para a meia-noite e, assim, abrir oficialmente a festa tecnológica que toma conta do prédio da Bienal.
Antes das autoridades públicas discursarem, houve uma apresentação musical com a Reac Table, um instrumento musical colaborativo que cria topologias sonoras - que já foi usado pela cantora Bjork -, com a participação do ministro-cantor. Logo após a brincadeira com a mesa, Gil discursou para o público sobre os Pontos de Cultura do governo federal, a regulamentação da internet e sobre a politização das novas tecnologias.
Baseado nesses pontos, Gil comentou sobre as cidades digitais, como Piraí, que instalaram banda larga para a população acessar a internet. "Nós precisamos 'bandalargar' o Brasil e expandir as cidades digitais". O ministro também comentou sobre o software livre que, para ele, é um exemplo de colaboração e de democratização da tecnologia. "Para produzir os efeitos especiais de Hollywood, os diretores passaram a usar o software livre, pois perceberam que a contribuição de todas as mentes pensantes e intelectuais de internet pode ser muito mais importante". Por causa disso, segundo Gil, as tecnologias abertas têm uma contribuição social muito grande: "é uma questão fundamental para a autonomia dos povos brasileiros".
Mas nem tudo foi festa ontem. Os campuseiros que chegaram cedo tiveram que ter paciência para conseguir se credenciar. A espera chegou a quase 4 horas. Depois da árdua tarefa, foi a hora de escolher a barraca no terceiro andar da Bienal.


Pelo menos, um lugar para descansar.