23/11/2009
A polêmica sobre o politicamente vinculante

Há uma semana, um onda maior de desânimo e frustração antecipada em relação às negociações na COP-15 parece ter varrido o mundo, depois de os presidentes dos Estados Unidos e da China, Barack Obama e Hu Jintao, anunciarem, em Cingapura, durante o Fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico que sairia de Copenhague um acordo politicamente vinculante, mas não legalmente vinculante. Esse último sairia apenas em uma COP-15,5 ou mesmo na COP-16, no final de 2010, na Cidade do México.

Na prática, isso significa que os países fariam um acordo político, indicando que reduziriam emissões e assumiriam compromissos de ajuda financeira aos países em desenvolvimento, mas o discurso da COP-15 não teria força de lei, o que faz com que muita gente não acredite que ele possa ser realmente cumprido.

Depois da reação negativa no mundo todo em relação à postura dos dois maiores poluidores do planeta, a fala dos presidentes mudou de tom no meio da semana e eles passaram a falar que em Copenhague já serão definidas as metas de redução de emissões e também prometeram ajuda financeira aos países em desenvolvimento. No entanto, ninguém – fora o Brasil e a Noruega – falou em números até agora.

O que dificulta o comprometimento dos países com números reais e um acordo legalmente vinculante é o fato de a Lei de Energia e Mudanças Climáticas não ser aprovada no Senado americano antes da Conferência. Sem isso, os negociadores dos Estados Unidos ficam sem ação, pois não querem correr o risco de repetir o erro cometido em relação ao Protocolo de Kyoto, em 1997. Naquela época, o país chegou a assinar o documento, mas ele não foi ratificado pelo Congresso americano.

Sem a adesão dos Estados Unidos a um possível acordo climático, provavelmente, nenhum outro país vai se comprometer a cortar emissões. E talvez a decisão final só saia mesmo em meados ou até no final de 2010.

24/11/2009
Multiplicar é muito bom

Fazia tempo que vínhamos ensaiando um curso de bioconstrução na Ecovila Clareando. Até porque nosso amigo Hiroshi Seó, primeiro morador da comunidade, é um excelente bioconstrutor e especialista no uso de bambu e de ferro-cimento. No último feriado, entre sexta e domingo, nasceu finalmente o primogênito de muitos outros encontros do gênero. Vinte e sete pessoas participaram, vindas de várias cidades do país. A maioria, na casa dos vinte e bem poucos anos. Sangue novo, cabeça aberta para ideias novas e muita vontade de melhorar o mundo. Misturando isso tudo com barro – muito barro – nos surpreendemos com o interesse deles em aprender a construir de maneira mais ecológica e saudável para todos.

Além do Hiroshi, que orientou o grupo no telhado verde do quiosque comunitário (foto) e também na construção do sistema de esgoto da nova casa do caseiro (Silvam), tivemos também a participação dos instrutores Ian e Eliésio, feras no pau-a-pique e tijolo de adobe, que trabalharam o tempo todo com um enorme sorriso de satisfação no rosto.

A maioria acampou e alguns poucos se hospedaram com a equipe de coordenação do curso na Casa Clara, morada da amiga Sandra, que cedeu o espaço para a hospedagem, alimentação e parte teórica do curso. Eu fiquei basicamente na cozinha, ajudando a preparar as quatro refeições dos três dias (imagine cozinhar para mais de 30 pessoas!), junto com as amigas Luciene, Binha, Sandra, Rosana e Elioenai.

Foi muito gostoso perceber os avanços que já conquistamos na ecovila e o quanto já temos histórias para compartilhar. Muitos dos alunos queriam saber mais do que as técnicas construtivas. Estavam atrás de informações sobre como começar uma comunidade ecológica. E essa partilha de experiências – eles também nos enriqueceram muito, com certeza – foi sem dúvida a grande riqueza do encontro.

Na sexta-feira, os participantes chegaram para o café da manhã e passaram a manhã conhecendo a ecovila, a proposta e algumas casas da comunidade. À tarde, tivemos o primeiro bloco de atividades práticas, mas a chuva forte que caiu (depois de um sol escaldante) interrompeu tudo mais cedo. No lugar, os alunos tiveram uma parte do conteúdo teórico já previsto. Quando a noite chegou, meditamos juntos, fizemos uma roda de partilha (que foi lindíssima) para sentir um pouco o grupo, depois jantamos uma sopa deliciosa de mandioca, com torta de abobrinha da Rosana (que tem mãos de fada) e pão integral feito pela amiga Sônia. Depois, eu e meu companheiro, Edilson, conduzimos uma roda de conversa sobre gestão da ecovila para os que quisessem saber mais sobre o funcionamento da Clareando. Mas, no geral, deixamos o restante da noite livre para que todos tivessem tempo de se conhecer um pouquinho mais – e descansar também, é claro.

O sábado começou cedo, com o despertar às sete horas e o café às 7h30. Às nove, o grupo se dividiu em três, um para cada instrutor e atividade (pau-a-pique, telhado verde e adobe). Escapei um pouco da cozinha para ajudar um pouquinho no telhado verde (não resisti quando vi as mudas de boldo rasteiro que estavam sendo plantadas na cobertura do quiosque...). Depois, ainda fui colher manjericão na Praça da Paz para usar no molho de tomate que servimos com polenta caseiríssima.

À tarde, mais trabalho e aprendizado. O grupo se revezou para conhecer outra técnica de bioconstrução e o pessoal que foi amassar barro para fazer pau-a-pique estava particularmente inspirado. As paredes foram subindo com desenhos lindos, de baobá, balão, símbolos de paz e espiritualidade, flores, borboletas e muito mais. Ficou maravilhoso! A casinha nova funcionará como sede administrativa da ecovila, talvez um ponto comunitário de internet (quando conseguirmos sinal!!!!), além de lojinha de produtos artesanais produzidos localmente e nas cidades vizinhas (Piracaia, Joanópolis e Atibaia). Por conta de todos esses planos, ver as paredes crescendo com tanta beleza foi muito animador para todos – integrantes da ecovila e participantes do curso.

Na noite de sábado, tivemos danças circulares, meditação, roda de partilha, sopa de lentilha e de legumes orgânicos e mais: um exercício prático de tomada de decisão por consenso e a exibição do filme O Mundo Segundo a Monsanto - de deixar qualquer um de cabelo em pé...
O domingo mal tinha começado e já estávamos todos com cara de quero mais. Mais uma vez, os grupos se revezaram, para completar, assim, a passagem de todos por todas as técnicas oferecidas. Antes do almoço, um ritual de entrega dos certificados: uma muda de íris para levar para casa como símbolo da responsabilidade e do compromisso de passar adiante o aprendizado, mais o certificado que trazia o nome do participante que tinha “sujado as mãos de barro para deixar o planeta mais limpo”, além de um CD com apostilas e fotos tiradas durante o curso.

Ufa! Última refeição do curso, o almoço do domingo marcou o início da despedida dos novos amigos, que prometem voltar mais vezes e sempre que quiserem. Para nós da ecovila, foram dias marcantes, de pura inspiração para seguir em frente, enfrentando os desafios. Espero que sirva de inspiração também para quem está começando a construir na ecovila. Será fácil perceber o quanto podemos ter beleza e eficiência com técnicas simples, ancestrais, ecológicas e de espírito solidário. Que sirva de lição para todos nós. Agradeço de coração a todos que ajudaram a plantar esta nova semente na Ecovila Clareando. Sinceramente, muitíssimo obrigada!

Foto: telhado verde do quiosque comunitário, coberto com a lona de circo colorida que o Hiroshi ganhou e quis reaproveitar. Por cima, sacos de cebola com terra para evitar deslizamentos durante as chuvas. O boldo rasteiro é bem rústico, precisa de pouca água e ainda dá uma flor roxa linda o ano inteiro. Quer mais?

18/11/2009
O clima na encruzilhada

Os argumentos favoráveis e contrários a que Copenhague seja a etapa definitiva das negociações climáticas parecem equivalentes em sensatez, apesar de apontarem direções opostas para o mesmo problema. Por isso, em lugar de apoiar um ou outro lado, exponho aqui um modesto resumo de ambos. E você escolhe no que acreditar.

Adiar o acordo – O argumento mais simples e evidente é que
sem o G2 (EUA e China), juntos responsáveis por 40% das emissões globais, não adianta decidir nada. Obama pode prometer o que quiser, mas não pode garantir compromissos internacionais sem a chancela do Senado, que sentou em cima da legislação climática americana e não dá sinais de arredar.

Além disso, há tempos analistas sérios vêm denunciando que a tentativa de inaugurar um acordo multilateral altamente complexo, com instrumentos de execução inéditos, é uma utopia. O que mais me marcou foi o geógrafo bitrânico Mike Hulme, autor do livro Why We Disagree About Climate Change. “De certa forma, Copenhague tentará resolver todos os problemas do mundo”, disse ele. O que está em pauta não é só a mudança do clima, mas a desigualdade global, ponto de partida para a distribuição de responsabilidades e para a transferência de tecnologia e recursos dos mais ricos para os mais pobres.

Embora as conversas sobre clima na arena internacional tenham mais de trinta anos, é recente a noção de que o “bloco em desenvolvimento” virou peça chave. Um adiamento para 2010 daria mais tempo aos emergentes para digerirem a sua nova posição no problema, em prol de um acordo robusto e factível.

Por fim, a situação que vivemos agora é muito parecida com a de Kyoto, e há quem diga que o mundo precisa aprender com os próprios erros. Kyoto também nasceu na correria imposta pelo Mandato de Berlim (COP 2, 1995), que estabelecia o ano de 1997 como prazo para o protocolo. Sem o amadurecimento das negociações, o resultado foi um acordo considerado inócuo, e também concluído na 25ª hora. E olha que Kyoto envolvia apenas 47 países. Agora são 192.

Não adiar o acordo – Aqui entra o argumento da sustentabilidade: estamos na beira do precipício. Basta olhar o orçamento de carbono, apresentado pelo IPCC, igualzinho a um orçamento doméstico. Temos 1800 Gt (1 gigatonelada = 1 bilhão de toneladas) de carbono para gastar neste século. Só nesta primeira década, quase 500 Gt já foram para a atmosfera. O mundo emite uma média de 45 Gt por ano. Para evitar os piores cenários, seria necessário emitir menos de 10 Gt na segunda metade do século. Conclusão: não existe transição suave. A única resposta à crise climática que interessa é uma queda dramática de emissões.

E aí, embora o mundo de hoje tenha outros níveis de governança, e ações independentes por setores da economia possam ser eficientes e mais fáceis de realizar, parece que a única instância capaz de impor a mudança na velocidade necessária é a dos Estados Nacionais.

Neste ponto de vista, como costumava dizer o premier da Dinamarca, Lars Rasmussen, “não existe plano B”. Além disso, quem se der ao trabalho de analisar o histórico das COPs desde 1994 verá que a decisão mais comum é estabelecer prazos para tomar a decisão. Ou seja, chuta pra frente. Inclusive em 2007, quando o mundo viveu o primeiro boom de preocupações e debates em torno da crise climática, os países acordaram uma série de princípios gerais (O Mapa do Caminho de Bali – COP13) e marcaram dois anos de prazo para que definissem as ações e os compromissos quantificáveis em Copenhague.

Dois anos se passaram e a negociação avançou muito pouco. Surpresa: os líderes querem mais tempo. Grosso modo, parecem querer repetir o que já foi feito em 2007. Sobre os EUA em especial, vou com o que disse Miriam Leitão: “governar é estabelecer prioridades”. Se Obama não consegue aprovar a lei de clima no Senado, onde tem maioria democrata, que tivesse se esforçado mais. Ainda por cima, teme-se que adiar o acordo signifique aliviar a pressão sobre os principais responsáveis. Momentum é o nome de 2009.

20/11/2009
Reciclar está na moda
É verdade o que o título acima diz. Além de ser moda por fazer parte do nosso cotidiano, também vai aparecer cada vez mais nas passarelas do mundo fashion. Já vimos que o primeiro grande passo foi dado com a utilização de garrafas pet na confecção de malhas, adotadas por diversos estilistas famosos em suas criações.

Agora as coisas estão indo além, os designers e estilistas estão se superando. Descobri uma marca de jóias chamada SuLusso que utiliza metais reciclados, diamantes provenientes de zonas sem conflito (para saber um pouco mais a respeito dos problemas da extração dessa pedra, assista o filme "Diamantes de Sangue), e utilizam pedras preciosas de comércio justo. O resultado é o mesmo: Jóias magníficas. A vantagem é conseguir destinar aquele pouquinho de ouro e outros metais que se encontram principalmente no interior de processadores de computador.

Realmente é uma idéia tão brilhante quanto o ouro das jóias. Mas no que se trata de idéia, o designer Gabriel Dishaw conseguiu uma façanha. Claro que, como em tudo na moda, surgiu de modo estranho e de pouca utilidade no momento da sua criação, apenas para exercitar toda criatividade da mente que a criou. Bom, esse cara resolveu utilizar os circuitos impressos de computadores para criar um tênis. Na verdade só podemos chama-lo de tênis porque o parece. No fundo seria um pouco complicado usar o produto, a não ser que você seja o C-3PO, do filme "Jornada nas Estrelas". Parece estranhíssimo e, convenhamos, na verdade é. Mas não deixa de ser mais uma grande lição de como usar a cuca para criar produtos inovadores, reciclar  e reutilizar resíduos e, claro, salvar o planeta.
19/11/2009
Onde estão as calçadas-calçadas?
O leitor que me desculpe: esse assunto não consegui comentar antes por absoluta falta de tempo. Mas achei bem interessante e por isso falo dele agora: a proposta, vinda da Prefeitura de São Paulo, de criar da taxa da calçada. De fato, um dos fatos que mais chama a atenção do visitante estrangeiro (fato confirmado entre os alemães que participaram da Bienal) é a irregularidade das calçadas paulistanas. Irregularidade em todos os sentidos: nas formas, nas cores, nos tipos, nas simetrias, na qualidade e, claro, na conformidade com a lei e com o bom senso.

Passou a ser meu hobby fotografar as calçadas irregulares da região metropolitana de São Paulo. Com base nelas, comecei a desenvolver uma tipologia das calçadas. São calçadas molecas, que espremem o cidadão entre árvores e muros, entre espinhos e concreto. Calçadas maldosas, que provocam tropeço e fazem cair. Calçadas violentas, que jogam as pessoas para o meio da rua. Calçadas mutantes, que viram corredeiras em dias de chuva. Calçadas-estacionamentos, que servem de extensão à garagem. Calçadas privadas, que se tornaram elas próprias garagens ou espaço de comércio. Enfim, onde estão as calçadas-calçadas, que servem para o passeio de pedestres? Estas estão em falta.

E há quanto tempo é assim? Será que isso já virou normalidade? Uma de minhas teses centrais neste blog é: não se pode falar em mobilidade sustentável sem condições adequadas para a circulação de pedestres em uma cidade. Porque pedestres, por definição, estão na base e, assim, sustentam qualquer proposta de mobilidade imaginável.

Concordo com a frase: "Se deixar para cada um fazer individualmente a sua parte, esquece, a gente não vai conseguir". Só não concordo com quem a disse (no caso, o secretário de Pessoa com Deficiência do município de São Paulo (ao jornal "O Estado de S. Paulo"). Nada contra ele. Mas a preocupação com os pedestres deveria partir do secretário de Transportes, em primeiro lugar.

Com a taxa, a Prefeitura poderia detectar as irregularidades e mandar a conta ao proprietário do imóvel junto ao IPTU. Alguns dirão que a taxa não adiantará, pois esbarrará na incapacidade de fiscalização da Prefeitura. Mas vejamos os dados: hoje em dia somente 1,4% das calçadas paulistanas está em bom estado. 700 funcionários das Subprefeituras fazem a fiscalização. Cada um deles aplica em média 2 multas por ano! Eu não sei como eles conseguem deixar de ver o que é óbvio. É necessário querer desviar o olhar para não perceber uma situação irregular que está espalhada em toda a cidade. Cada um deles deveria aplicar duas multas por dia - e não por ano (a começar pelas companhias que oferecem serviços de interesse coletivo). É necessário dar às calçadas a prioridade que os cidadãos merecem.
04/11/2009
Programando as paisagens

O homem, desde quando apareceu na Terra, modifica o ambiente em que está inserido: seja para conseguir se proteger da chuva, caçar ou, até, plantar para seu próprio sustento. O ambiente a sua volta está em constante mudança. Isso, porém, não significa que seja sempre predatório. Pelo contrário.

Quando há chuvas, pode haver alagamentos, que modificam o solo da região. Quando há ventanias, árvores são tombadas. Quando há geadas, diversas espécies de plantas são danificadas. Teoricamente, é o ciclo natural dos seres vivos, com a natureza atuando em um ecossistema repleto de biodiversidade (não é à toa que James Lovelock considera o planeta como um ser vivo também).

A progressão de crescimento da população, porém, trouxe à própria sociedade a ideia de que a ação do homem deixou de ser natural, para se tornar algo invasivo ao meio ambiente. Sempre. Árvores são cortadas para dar lugar a prédios. Rios são soterrados ou canalizados para que cidades consigam se expandir. Plataformas são criadas no meio do oceano para extração de matéria-prima a milhares de quilômetros abaixo da terra.

O homem, agora, modifica brutalmente a paisagem em que está inserido. O fotógrafo norte-americano Edward Burtynsky anda pelo mundo coletando imagens de exemplos de como a ação do homem está fabricando a paisagem do mundo. A foto acima, por exemplo, demonstra a troca de uma área de pradaria por centenas de máquinas extrativistas de petróleo.

Há uma outra paisagem, porém, que foi criada pelo homem e que pode ajudar a transformar o mundo - aliás, já o está transformando. A sociedade agora está mais em rede do que nunca, graças à conectividade à internet. E essa tecnologia, como qualquer outra, é ambivalente: pode ser usada tanto para melhorar, quanto piorar o mundo.

O blog Paisagem Programada mostrará como essas novas tecnologias podem ser usadas para um fim social. São diversas iniciativas, pessoas, informações e tudo que envolve este mundo tecnológico que tentam e pregam a mudança na paisagem atual, de forma ordenada e racional - como códigos binários. O mundo conectado é extremamente versátil, modular e adaptável às necessidades do mundo - ao mesmo tempo que demanda outras necessidades.

Hoje, modelos de negócios estão sendo reformulados pelos conceitos e morais espalhados pelo ciberespaço. Novas formas de relação entre sociedade civil e candidatos à presidência surgem graças às demandas da sociedade. Questiona-se a própria forma de se questionar - e organizar.

Muitas ações que são produzidas no mundo digital visam modificar - para melhor - o mundo real. Só cabe a nós programarmos nossa própria paisagem da forma que desejamos.

E sejam benvindos!

Outros links
Edward Burtynsky  - http://www.edwardburtynsky.com/
Sociedade em rede - http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Castells
Novos modelos de negócios - http://portalliteral.terra.com.br/lancamentos/tecnobrega
Novas formas de relação - http://www.barackobama.com/

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